
Se só me sobrassem pontas,
as colocaria na estante,
empilhadas em livros,
embrulhadas em guardanapos,
com versos esquecidos
rabiscados com batom.
Dos inteiros, gastaria até o último sabor,
até o último cheiro, o último odor.
Me tocaria até gastar os dedos,
irisar os seios, me transformar em déia,
em poetastra indolor.
4 comentários:
Quando bate Brisa foi, torta, em contra-tempos, jaz num jazz.
Ainda não sei qual me tocou mais...
O ar que vem de fora da janela aberta
Agita-se em brisa a brisa já agitada por dentro. Quer levar a brisa a voar, mas ela não precisa, já tem asas. Não como os anjos que voam suave e só vêem de cima. Ela vê de baixo, de lado, de trás e de frente e arrebata tudo em ventania. Infinita e livre como o horizonte na janela, Brisa.
pode virar música?
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