quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Show João Pires dia 07 de outubro no Teatro da Biblioteca




Para compartilhar seu processo criativo, João Pires, músico e compositor português, que, atualmente, ocupa um lugar de destaque entre grandes nomes da música de Minas Gerais, apresenta um show com traços da música portuguesa, do flamenco, do som caboverdeano e , principalmente, com os resultados de suas trocas culturais no Brasil.

Acontece, no próximo dia 27 de setembro, quinta-feira, às 20hs, no Teatro da Biblioteca Pública Luís de Bessa, o show “Além Mar”, que se justifica assim no nome por ter nascido do outro lado do Atlântico, em Portugal, à beira do Rio Tejo, e ter, aos poucos, atravessado o mar para chegar às montanhas de Belo Horizonte.

Nesse trabalho, que pretende fundir ritmos, sons e traços culturais à pesquisa autoral, João Pires reapresenta a língua portuguesa como ponto de resgate de laços profissionais e afetivos, inserindo-os num contexto, ao mesmo tempo, tradicional e contemporâneo.

O concerto contará com músicas como: Picadeiro (João Pires e Brisa Marques), Caminhar (João Pires e Brisa Marques), Céu Vermelho - Let the flower dies (João Pires, Vitor Santana e Brisa Marques), entre outras parcerias com os belorizontinos Thiakov, Luís Gabriel, Helder Quiroga, Pablo Castro, Marcelo Albert, entre outros que estiveram acerca de João durante aproximadamente os 9 meses em que o português esteve no Brasil.

Na formação da banda, a regência rítimca, como afirmou João Pires, é de Mateus Bahiense, acompanhado de Rafael Martini (acordeon e piano), Juninho Ibituruna (percussão), Vinícius Ribeiro (baixo), Vitor Santana (voz e violão) e outras participações especiais que prometem esquentar a “festa de despedida”.

Sobre seus projetos e sua volta ao Brasil, João pontua, num bom estilo mineiro: “É só uma saideira, eu já volto”




Serviços:
Show: Além Mar – João Pires e banda
Local: Biblioteca Pública Luiz de Bessa
Endereço: Praça da Liberdade, 21. Funcionários.
Entrada: R$ 20,00 inteira, com meia-entrada. R$ 10,00 antecipado para todos.
Horário: 20hs
Classificação: Livre
Informações: 9831-2211/9625-2808/8761-2481

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Passando Portas



Amores e arestas. Foram essas as palavras que abriram a resenha, o artigo, a matéria, o poema. Essas as que abriram o show. As palavras, soltas de qualquer coerência maior, foram acompanhadas de um pensamento tão sensitivo que acabou incapaz de dizer algo estruturalmente interpretável. Vou escrevê-las assim, a cópia do momento espontâneo e instintivo em que elas nasceram. Depois, quem sabe, organizo algumas idéias e finalizo uma formalidade textual...

Amores, arestas
Fuso horário
Mar e dores guardadas no bolso da calça que está no armário
Santo Antônio
Festa
Declaração apaixonada
Madrugada
Telemóveis
Carta-convite
Amigos
Festas
As línguas se misturam e significam o inexplicável português
Verdades
Coragem
Colegas
Bairro alto
Estou cá, desperta a escutar a beleza da verdade
Uma música precisou ser cantada
A cidade
Impossível esquecer o sítio
Entrega
Eco no ar
Vai BH!
Praia da Estação
Prefeitura
Modernidade

(Política do Café com Leite num Belo Horizonte em Construção – Brisa Marques)

“ E em minhas águas me canso
Rio manso que não quer jorrar
Vai cascata, vai borrão
Vai modernizar
Quero novo sem ferida
O céu sem medida
O café controlado e o leite adoçado”

Profundo e Leve
Passam portas palavras
Poesia rima com melodia
Independente
Trabalho
Silêncio
O papa, o cão e a Alfama ecoaram a salvação
A festa was happy

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Porta aberta pra "Alma Grande" entrar


Alma Grande. É esse o nome do mais recente álbum de Sérgio Pererê, gravado, ao vivo, no Teatro da Biblioteca, em agosto de 2009 e que será lançado amanhã, dia 16 de julho, no Lapa Multishow.
Dentre as muitas marcas que diferenciam este trabalho, a começar pelo nome, a pessoalidade assume o papel chave; há, sem dúvida, um Pererê desnudo e entregue a quem se dispõe a ouvi-lo.
Ao optar por um arranjo simples, de voz e violão, sem banda, com poucas participações especiais como Geovanne Sassá, integrante do Tambolelê, e Marcus Vianna, Pererê acaba por deixar à voz o lugar de destaque e de exploração de recursos rítmicos, variações timbrísticas e sonoras.
É assim, através de uma arte simples e direta que este álbum nos apresenta também um público “co-autor”, que deixa seu rastro através do coro, dos aplausos e do acompanhamento das músicas que já são quase parte de um domínio público.
Canções antigas mescladas a novas composições, religiosidade, brincadeiras, natureza, destino, sorte, experimentações ousadas mescladas à tradição e à herança africana. Erros.
Pelo visto, Pererê, dessa vez, priorizou a magia, a poesia e a sinceridade à perfeição técnica. É um disco que chega rápido à qualquer alma. É só deixar entrar.